Dickens foi um dos
autores que eu tinha curiosidade de ler e compreender a obra por causa de uma
das minhas escritoras preferidas a Anne Rice, ela mencionava Dickens em suas
obras, eu lembro que enquanto eu lia A hora das
Bruxas II o “David Copperfield” foi citado como o livro preferido de uma de suas personagens, minha curiosidade
crescia a cada vez que eu ouvia esse nome.
Em novembro de 2012 eu comprei o “Grandes Esperanças” , mas
só este ano que eu comecei a lê-lo por que o primeiro contato não me estimulou
e na época eu estava concentrada no meu trabalho de conclusão de curso. Levei
entorno de três meses para conseguir acabar a leitura, o final era o que
esperava, foi bom como todo clássico deve ser, mas eu não gostei da leitura de
forma alguma. Quando eu digo que foi bom é por que eu já
suspeitava do final da história e creio que isso deve ter sido proposital, o
desfecho foi excelente, mas para um livro de 639 páginas (e eu gosto de livros
grandes!) eu achei que não teve nada de especial que me entretece na história,
na verdade tive que reler várias vezes as mesmas páginas por que frequentemente
me perdia (ou viajava para outra galáxia).
Minha opinião é que apesar de eu gostar muito de história
de desenvolvimento de cidades e de seus momentos históricos e essa história ter
como panorama Londres eu não consegui me ater a esse pano de fundo. Achei
absurda a existência da Srta. Havisham em termos fisiológicos e de higiene
pessoal, apesar de ela ter um grande papel nas esperanças de Pip, setenta por
cento da história não acrescentou nada de muito interessante para mim, no
entanto eu entendi o perfil perfeito de burguesia da época abordada por
Dickens. Mas como sempre, eu não sou nada além de um leitor para criticar a
obra de Dickens, estou com os contos de natal aqui em casa para ter uma segunda
opinião e antes de tudo culpo a mim pela minha insatisfação.
Sempre acho que a obra deve encontrar o leitor ao longo
da vida e talvez esse não tenha sido meu momento e eu preciso ter com Dickens
em um momento de maior maturidade para entender melhor sua obra, digo isso por
que eu gosto muito de clássicos e eu li o “Morro dos Ventos Uivantes” duas
vezes e na primeira leitura não gostei e hoje eu amo a história. Eu me entristeci
ao descobri que não gostei de Dickens e desejo melhor encontro ao próximo
leitor de “Grandes Esperanças”, eu ainda quero ler “Retratos Londrinos” para
curar essa ferida. Boa leitura!